Palavra do Presidente

O valor das imunizações e o papel do profissional da saúde

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Noventa e sete por cento dos brasileiros concordam ou concordam fortemente que é importante vacinar as crianças. Contudo, em relação à segurança e eficácia das vacinas, apenas 80% manifestaram-se de forma positiva (concordam ou concordam fortemente). Se considerados apenas os que afirmaram concordar fortemente, os índices caem para 61% e 57%, respectivamente.

Divulgados em junho, os dados fazem parte do estudo Wellcome Global Monitor 2018. O levantamento, realizado em mais de 139 países – totalizando 140 mil pessoas ouvidas–, reforça a necessidade de continuarmos a difundir informações confiáveis sobre vacinas e vacinação, a exemplo dos esforços da SBIm por meio de seus sites, redes sociais, campanhas, publicações, cursos, encontros, jornadas, e outras ações, inclusive em parceria com sociedades de especialidades médicas.

Outro dado apurado, e que vai ao encontro do que já mostram pesquisas e enquetes internacionais e nacionais de menor porte – inclusive uma realizada pela SBIm –, é sobre a importância do profissional da saúde. Segundo o estudo, pessoas que indicam médicos e enfermeiros como a principal fonte de informação acreditam mais na segurança das vacinas (81%) do que as que priorizam outras fontes (72%), como amigos, família, líderes religiosos e curandeiros tradicionais.

O nível de confiança em médicos e enfermeiros parece estar diretamente relacionado a uma melhor percepção sobre segurança. Dos entrevistados que declararam “confiar muito” nesses profissionais, 87% concordam ou concordam fortemente que as vacinas não são danosas à saúde. Entre os que responderam “não confiar muito” ou “não completamente”, o índice foi de 67%. O relatório completo está disponível em “Notícias”, no site da SBIm (acesso direto pelo link: https://bit.ly/2NY89Y6).

É evidente que promover o valor das imunizações deve ser um compromisso de todo profissional da saúde, exercido no dia a dia, seja em consultórios, hospitais, clínicas ou mesmo entre familiares e amigos. A “falta de tempo” não pode ser argumento para deixar de lado a recomendação e principalmente a prescrição, no caso de médicos, independentemente da especialidade. Vacinação é prevenção primária e cabe a cada um de nós fazer disso uma causa.

Contamos com você.

Um abraço e ótima leitura!

Juarez Cunha
Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)