Perguntas e Respostas sobre as vacinas

Para ajudar você saber mais sobre indicação, eficácia, segurança e outros temas relacionados com as vacinas Covid-19, a SBIm elaborou as respostas para as perguntas mais frequentes. Acesse e fique atualizado(a) com #InformaçãoDeVerdade!

No ensaio de fase 3 que avaliou segurança e eficácia e permitiu o licenciamento nos Estados Unidos, Brasil e em outros países, não houve nenhum caso de miocardite e pericardite entre as 1.444 crianças de 5 a 11 anos vacinadas.

Nos relatórios de vigilância americanos, entre 3 e 19 de dezembro de 2021, foram notificados 15 casos suspeitos de miocardite, sendo 11 confirmados. Das 11 crianças, sete já estavam recuperadas e quatro se recuperavam no momento em que o relatório foi publicado.

Casos de miocardite e pericardite têm sido relatados muito raramente em vários países após a vacinação com as vacinas de mRNA, entre elas a da Pfizer. Os episódios identificados até o momento ocorreram na maioria das vezes dentro de 14 dias após a vacinação — em especial na segunda dose —, e entre adolescentes do sexo masculino e homens jovens.

De qualquer forma, os profissionais de saúde devem estar atentos aos sinais e sintomas de miocardite e pericardite e orientar seus pacientes a procurar atendimento médico imediato caso sintam dor no peito, dispneia (falta de ar) ou palpitações.

Não há contraindicação. É especialmente recomendada.

Apesar de não constar nas notas técnicas do Ministério da Saúde (leia aqui e aqui), entendemos que há situações em que os benefícios da vacinação superam os potenciais riscos desconhecidos da coadministração em intervalos menores.

São exemplos a imunoprofilaxia para tétano no manejo de feridas em um indivíduo suscetível, administração de soros antiofídicos após acidente, profilaxia pós-exposição da raiva humana, e a vacinação para controle de surtos de sarampo ou de hepatite A.

Não há contraindicação para a vacinação de crianças com histórico de alergia grave a medicamentos, ovo, leite ou outras vacinas. A contraindicação vale apenas para alergia grave após dose anterior da vacina ou a algum componente da fórmula.

É improvável que a vacina da Pfizer aumente o risco de eventos adversos nesses pacientes. Ainda que a eficácia possa ser menor em imunocomprometidos, a vacinação é recomendada, salvo situações de contraindicações específicas.

Com relação à Coronavac, ainda existem poucos dados sobre a vacinação em crianças imunodeprimidas. Por isso, no momento, a vacina não deve ser usada nesta população.

Transplantados de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) perdem a imunidade protetora no pós-transplante. Se foram vacinados antes do transplante, devem ter o esquema vacinal refeito, preferencialmente seis meses após o procedimento. Porém, a depender da situação epidemiológica local, o intervalo para a vacinação pode ser reduzido para três meses.

Com relação à Coronavac, ainda existem poucos dados sobre a vacinação em crianças imunodeprimidas. Por isso, no momento, a vacina não deve ser usada nesta população.

Da mesma forma que não há recomendação para sorologia após a vacinação, a pesquisa viral (RT-PCR) ou a sorológica para verificação de infecção anterior não são recomendadas com o propósito de tomada de decisão sobre a vacinação.

Os dados disponíveis indicam que as vacinas são seguras em pessoas previamente acometidas pela Covid-19. Também é possível, embora ainda não tenha sido cientificamente estabelecido, que a vacinação possa conferir proteção adicional a esses indivíduos.

Na medida em que a vacinação de pessoas com infecção prévia é segura e pode até trazer benefício extra, não existe motivo para solicitar exames antes da vacinação. A vacinação deve ser oferecida independentemente da história de infecção anterior por SARS-CoV-2, sintomática ou assintomática.

Os testes sorológicos não são recomendados para esse fim porque não permitem uma conclusão inequívoca sobre a resposta à vacina. Isso ocorre por alguns motivos:

  • Não se sabe o nível de anticorpos necessários (correlato de proteção) para prevenir a Covid-19, portanto o resultado positivo não significa necessariamente que a pessoa está protegida.
  • O resultado negativo pode refletir a baixa sensibilidade do exame (falso negativo). Pessoas protegidas pela vacina podem testar negativo.
  • As vacinas contra Covid-19 têm como alvo a produção de anticorpos contra a proteína S do SARS-CoV-2, responsável pela ligação com nossas células e a consequente infecção – esses anticorpos é que seriam os marcadores de proteção a serem investigados. Os testes atuais podem verificar tanto o nível desses anticorpos quanto de anticorpos contra outro componente do vírus, a proteína do nucleocapsídeo (N). Como nem sempre essa informação consta no laudo, pode haver equívocos de interpretação.
  • Mesmo que o resultado seja positivo para anticorpos contra a proteína S, pode não ser possível distinguir se foi resposta imunológica pela vacina ou se foi fruto de infecção prévia pelo vírus.

Até o momento, a única conclusão a que a presença de IgG/IgM contra a covid-19 no organismo permite chegar é a de que houve contato prévio com o vírus. Ainda não se sabe o nível de anticorpos necessário para evitar a doença, se os anticorpos desenvolvidos em resposta à infecção por SARS-CoV-2 são neutralizantes, se impedem a transmissão ou por quanto tempo vão durar.

Por esses motivos, o resultado dos testes não permite descartar a vacinação e as demais medidas preventivas nem aferir a resposta vacinal (saiba mais).

Não. Grande parte dos pacientes recuperados não terão mais o RNA do SARS-CoV-2 detectável, mas em algumas pessoas o material genético pode ser identificado de forma persistente. Além disso, há registros de indivíduos que voltaram a testar positivo, sem evidência de nova infecção, após terem feito dois exames consecutivos com resultado negativo.

Estudos que investigaram por quanto tempo o RNA do SARS-CoV-2 pode ser detectado demonstraram que o período pode ser de algumas semanas. Isso, no entanto, não significa que há presença de vírus viável (capaz de causar a doença).

Uma vez que não é possível chegar a conclusões a partir dos resultados, não há recomendação para realizar os testes com este objetivo.

VacinAção pela Vida - Covid-19. Assista aos vídeos.