Perguntas e Respostas sobre as vacinas

Para ajudar você saber mais sobre indicação, eficácia, segurança e outros temas relacionados com as vacinas Covid-19, a SBIm elaborou as respostas para as perguntas mais frequentes. Acesse e fique atualizado(a) com #InformaçãoDeVerdade!

Com base na experiência com outros vírus, é improvável que pessoas com concentrações detectáveis e baixas de RNA viral após a recuperação clínica tenham vírus viáveis no organismo, ou seja, capazes de causar a doença. Ainda não foi definitivamente estabelecido se isso é válido para o SARS-CoV-2, mas não há evidências de que pessoas clinicamente recuperadas com resultado positivo persistente tenham transmitido o vírus.

O entendimento atual é o de que o isolamento domiciliar e as demais precauções podem ser interrompidos de 10 a 14 dias após o início dos sintomas, desde que haja melhora dos sintomas e ausência de febre por pelo menos 24 horas.

Via de regra, a carga viral detectável cai progressivamente após o início da doença, o que leva a uma redução da capacidade de isolar vírus vivos. Embora em pacientes com covid-19 grave — em geral imunocomprometidos — já tenha sido documentada a presença de vírus vivos de 10 a 20 dias depois do início dos sintomas, os esforços para isolá-los em amostras do trato respiratório superior colhidas 10 dias após o início dos sintomas não são bem-sucedidos na maioria das vezes.

Além disso, a cultura viral do SARS-CoV-2 exige tecnologia complexa, deve ser conduzida em laboratórios de nível de biossegurança muito elevado e demandam bastante tempo. O exame, portanto, não é adequado na rotina prática e para orientar o manejo de pessoas infectadas.

Não.  É possível haver infecção pelo SARS-CoV-2 e outro vírus ao mesmo tempo.

Todas as vacinas Covid-19 atualmente disponíveis são contraindicadas para pessoas com histórico de reação alérgica grave (por exemplo, anafilaxia) após dose anterior ou a qualquer componente da fórmula.

A vacina AstraZeneca também é contraindicada para pacientes que sofreram trombose venosa e/ou arterial importante em combinação com trombocitopenia após vacinação com qualquer vacina para a Covid-19.

As vacinas AstraZeneca e Janssen, especificamente, são contraindicadas para gestantes, puérperas e pessoas com histórico de síndrome de extravasamento capilar.

  • Pessoas com histórico de desmaio após injeções devem ser colocadas em observação por pelo menos 15 minutos após a administração da vacina.
  • Pessoas que usam anticoagulantes ou têm algum distúrbio de coagulação devem ter o local da injeção pressionado com algodão seco por mais tempo, para evitar sangramento e formação de hematoma. Compressas geladas antes e após a aplicação também são recomendadas.
  • Diante de doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro, para não haver confusão entre a manifestação da doença febril e uma eventual reação vacinal.

Sim, esses ingredientes não são usados nas vacinas Covid-19.

Da mesma forma que as pessoas com comorbidades, as imunodeprimidas e com outras condições que comprometem o sistema imunológico apresentam maior vulnerabilidade a formas graves e óbito por Covid-19. Ainda que a resposta à vacina possa ser inferior, esse é um grupo cuja proteção pela vacina deve ser priorizada. É importante ressaltar que as vacinas disponíveis são inativadas, portanto, incapazes de causar doença em imunodeprimidos.

Leia as recomendações do Ministério da Saúde.

  • Imunocomprometidos de 12 a 17 anos, incluindo gestantes e puérperas:
    • Pfizer: três doses com intervalos de oito semanas e um reforço a partir de quatro meses após a terceira dose.
  • Imunocomprometidos a partir de 18 anos, exceto gestantes e puérperas:
    • AstraZeneca: três doses com intervalos de oito semanas e um reforço a partir de quatro meses após a terceira dose.
    • Coronavac: três doses, com intervalos de quatro semanas entre a primeira e a segunda dose e de oito semanas entre a segunda e a terceira, e um reforço quatro meses após a terceira dose.
    • Janssen: duas doses com intervalo de oito semanas e um reforço a partir de quatro meses após a segunda dose.
    • Pfizer: três doses com intervalos de oito semanas e um reforço a partir de quatro meses após a terceira dose.
    • Observação: Independente do esquema primário, o reforço deve ser feito preferencialmente com a vacina Pfizer, ou, de forma alternativa, com a AstraZeneca ou Coronavac.
  • Gestantes e puérperas a partir de 18 anos imunocomprometidas:
    • Coronavac: três doses com intervalos de oito semanas e um reforço quatro meses após a terceira dose.
    • Pfizer: três doses com intervalos de oito semanas e um reforço a partir de quatro meses após a terceira dose.
    • Observação: o reforço deve ser feito preferencialmente com a vacina Pfizer. Se não disponível, usar Coronavac
    • Observação: Apesar de as bulas recomendarem que os esquemas de vacinação sejam feitos com a mesma vacina (esquema homólogo), estudos que avaliaram a imunogenicidade e segurança de esquemas com vacinas diferentes (esquema heterólogo) — em especial de plataformas tecnológicas distintas — observaram aumento nos títulos de anticorpos sem qualquer alteração no perfil de segurança. As evidências apoiam as recomendações do Ministério da Saúde (leia mais aqui e aqui).

Saiba mais aqui.

Com base na resposta imunológica e proteção clínica reduzidas observadas em estudos com grupos diferentes de pessoas imunossuprimidas, além do maior risco de covid-19 grave, foi estabelecida a necessidade de uma dose adicional no esquema primário e um reforço. A alteração no esquema não mudou o perfil de segurança de vacina, que se manteve satisfatório.

É importante ressaltar que a possibilidade de resposta imunológica reduzida permanece mesmo com esses esquemas específicos. Por isso, as demais medidas de prevenção, como uso de máscara e evitar aglomerações, devem ser mantidas para limitar o risco de exposição ao vírus.

Pessoas com condições médicas subjacentes (comorbidades) podem receber as vacinas Covid-19 aprovadas ou licenciadas pela Anvisa, desde que não tenham apresentado reação alérgica imediata ou grave após dose anterior ou a algum componente da fórmula.

Estes grupos constituem grupo de risco para quadros graves de Covid-19, por isso foram incluídos entre as prioridades pelo Ministério da Saúde e devem ser vacinados. Mas, como são poucos os dados de estudos com esses pacientes, a avaliação de risco-benefício e a decisão pela vacinação deve ser compartilhada com o(a) médico(a) assistente, considerando não apenas o risco de Covid-19 grave, mas a doença de base, os medicamentos em uso, e a existência de contraindicações.

Leia as recomendações do Ministério da Saúde.

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