Perguntas e Respostas sobre as vacinas

Para ajudar você saber mais sobre indicação, eficácia, segurança e outros temas relacionados com as vacinas Covid-19, a SBIm elaborou as respostas para as perguntas mais frequentes. Acesse e fique atualizado(a) com #InformaçãoDeVerdade!

Grávidas e puérperas (até 45 dias após o parto) são mais vulneráveis a desenvolver formas graves de Covid-19 e complicações obstétricas, tais como parto prematuro, óbito fetal, abortamento, entre outros. Por esse motivo, O Programa Nacional de Imunizações (PNI) incluiu os grupos como prioritários. As vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde no momento são as da Pfizer (Cominarty) ou do Instituto Butantan/Sinovac (CoronaVac).

O teste de gravidez não deve ser um pré-requisito para a administração das vacinas nas mulheres com potencial para engravidar e que se encontram em um dos grupos prioritários para vacinação.

Atenção: Diante da ocorrência de um evento adverso grave com provável associação causal com a vacina AstraZeneca/Fiocruz em uma gestante, optou-se pela interrupção temporária da vacinação das gestantes e puérperas com vacinas de vetor viral (AstraZeneca/Fiocruz e Janssen).

O Ministério da Saúde atualiza suas recomendações para esta e outras situações por meio de “Informes Técnicos” divulgados periodicamente (acesse).

Os esquemas são os seguintes:

  • Coronavac — três doses, com intervalos de 28 dias entre a primeira e a segunda e de oito entre a segunda e a terceira. Reforço a partir de quatro meses após a terceira dose, preferencialmente com a vacina Pfizer (Cominarty). Se não estiver disponível, usar a Coronavac.
  • Pfizer (Cominarty): três doses, com intervalo de oito semanas. Reforço a partir de quatro meses após a terceira dose, preferencialmente com a vacina Pfizer (Cominarty). Se não disponível, usar a Coronavac.
  • As vacinas AstraZeneca ou Janssen não são indicadas. Caso gestantes e puérperas imunodeprimidas tenham recebido essas vacinas antes da gestação, é recomendado um reforço, preferencialmente com a vacina da Pfizer. Se não disponível, usar a Coronavac.

Para gestantes ou mulheres que estejam no puerpério (até 45 dias pós-parto) na data da segunda dose deverá ser ofertada, preferencialmente, a vacina Pfizer. Caso não esteja disponível, a vacina Coronavac é uma opção. O(A) médico(a) que as acompanha deve orientá-las sobre as limitações dos dados existentes e o perfil de risco benefício.

Veja mais em https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/secovid-nt-n6-2021-intercambialidade.pdf

A vigilância de eventos adversos após a vacinação com as vacinas Covid-19 detectou um caso desta síndrome, que se caracteriza pela aparição de trombos e problemas de coagulação decorrentes do surgimento de autoanticorpos contra o fator 4 plaquetário. Diferente de outras situações em que ocorre trombose, essa é uma síndrome muito específica. Não é esperado que haja um risco aumentado de ocorrência da TTS em indivíduos com histórico ou outros fatores predisponentes para trombose.

Pessoas com histórico de trombose e que usam antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes (varfarina, apixabana, dabigatrana, edoxabana e rivaroxabana) não têm contraindicação para nenhuma das vacinas Covid-19 — por cautela, a vacina pode ser administrada o mais longe possível da última dose do anticoagulante. Pessoas com trombocitopenia prévia e em uso de heparina devem avaliar a vacinação com o médico assistente.

Como parte do processo de vigilância de eventos adversos relacionados às vacinas Covid-19, Estados Unidos e Israel verificaram um aumento nas notificações de miocardite e pericardite (inflamação do músculo cardíaco e da estrutura que envolve o coração) após a vacinação com vacinas de mRNA em adolescentes e adultos jovens. Os sistemas de monitoramento concluíram que existem poucos relatos desta condição até o momento, a maioria leve e tratável, e que esses casos parecem ocorrer:

  • predominantemente em adolescentes e adultos jovens,
  • mais frequentemente em homens do que mulheres,
  • mais frequentemente após a dose 2 do que após dose 1, e
  • normalmente dentro de 4 dias após a vacinação.

O risco de miocardite/pericardite após a vacinação existe, mas é raro. A possibilidade de o quadro ser causado pela COVID-19 é muito maior. Por isso, agências regulatórias de vários países continuam a recomendar a vacinação para todos os indivíduos a partir de 12 anos de idade — muitas para crianças a partir de 5 anos de idade.

Depende:

  • Se o episódio não tiver relação com a vacina: podem receber qualquer vacina covid-19 atualmente disponível, desde que sob orientação médica e que o episódio de miocardite ou pericardite esteja completamente resolvido. Ou seja, sem sintomas e sem evidências de inflamação ou sequelas cardíaca.
  • Se o episódio tiver relação com a vacina: a segunda dose deve ser adiada até que dados de segurança adicionais estejam disponíveis. A decisão, ainda assim, deve ser debatida com a equipe médica assistente.

Porque não sabemos se as terapias com anticorpos passivos contra Covid-19, incluindo anticorpos monoclonais e plasma convalescente, podem reduzir a eficácia da vacinação com vacinas Covid-19. Como precaução, recomenda-se aguardar ao menos 90 dias após essas terapias para iniciar vacinação. Pessoas que tiveram Covid-19 após a primeira dose da vacina e foram submetidas a terapia passiva com anticorpos também devem esperar 90 dias antes de receber a segunda dose. Não é preciso recomeçar o esquema.

No caso de terapias com anticorpos não específicos para o tratamento com Covid-19 (por exemplo, imunoglobulina intravenosa e anti-Rh), é improvável haver prejuízo substancial à resposta vacinal. Por esse motivo, não há necessidade de intervalo.

Atualmente, não há dados sobre a segurança e eficácia das vacinas Covid-19 em pessoas com este histórico. Os mecanismos da Síndrome não são bem compreendidos, mas incluem uma resposta imune desregulada à infecção por SARS-CoV-2.

A decisão sobre a vacinação e quanto tempo aguardar após a recuperação da síndrome deve ser tomada em conjunta pelo médico e o paciente, considerando os benefícios da vacinação e o risco de infecção pelo SARS-CoV-2.

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