Perguntas e Respostas sobre as vacinas

Para ajudar você saber mais sobre indicação, eficácia, segurança e outros temas relacionados com as vacinas Covid-19, a SBIm elaborou as respostas para as perguntas mais frequentes. Acesse e fique atualizado(a) com #InformaçãoDeVerdade!

Não. O consumo moderado de bebidas alcoólicas não interfere na resposta gerada por nenhuma vacina e não aumenta o risco de eventos adversos pós-vacinais. Por outro lado, a ingestão excessiva ou o uso crônico e abusivo podem enfraquecer o organismo como um todo, incluindo o sistema imunológico, o que facilita infecções.

É preciso pesquisar as exigências de cada país na ocasião da viagem, em sites oficiais ou junto a consulados, porque as recomendações são alteradas com certa frequência. Além disso, muitas vezes são necessários documentos específicos ou períodos de quarentena.

Em nota técnica publicada em 22 de outubro de 2021 (leia), o PNI definiu que:

  • Viajantes que não receberam duas doses da vacina podem antecipar a segunda dose respeitando o intervalo mínimo de 21 dias para a vacina da Pfizer/Wyeth e 28 dias para a vacina AstraZeneca/Fiocruz (esquema homólogo);
  • Viajantes que completaram o esquema da vacina Butantan/Sinovac (coronavac) e se dirigirão a países que não a incluíram entre as vacinas autorizadas poderão receber uma terceira dose de outro imunizante aceito pelo país de destino. O intervalo mínimo entre o fim do esquema primário e a terceira dose é de 28 dias.

Não há evidências que apoiem quaisquer preocupações sobre o efeito das vacinas na fertilidade ou no ciclo menstrual. Alegações associando as vacinas Covid-19 com alterações na integridade dos órgãos reprodutivos são especulativas e não são suportadas por dados científicos.

Não existem mecanismos biologicamente plausíveis para as vacinas causarem algum impacto na fertilidade. Os ensaios iniciais com animais indicaram não haver efeitos prejudiciais ao sistema reprodutivo, e resultados preliminares de estudos sobre toxicidade reprodutiva mostram que não há alteração na contagem de espermograma em homens vacinados.

Dados preliminares de um estudo realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sugerem que a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) poderia interferir positivamente na evolução da doença por SARS-Cov-2, evitando casos sintomáticos.

A pesquisa, ainda não publicada, parte da premissa já conhecida de que vacinas atenuadas —a exemplo da tríplice viral — por estimularem com maior robustez o sistema imune e a chamada imunidade inata inespecífica, são capazes de prevenir a evolução mais grave de outras infecções.

Como os detalhes do estudo não são conhecidos e ainda não existem dados conclusivos, a SBIm não recomenda a prescrição da tríplice viral para este fim e orienta que a população seja informada de que ela não substitui em hipótese alguma as vacinas Covid-19. Em nota oficial (leia), a UFSC e a Prefeitura de Santa Catarina seguiram caminho semelhante.

Observação: em virtude da situação epidemiológica do sarampo no Brasil, devemos recomendar a atualização da vacinação com a tríplice viral para as pessoas não vacinadas ou parcialmente vacinadas, para a prevenção do próprio sarampo.

Infelizmente o vírus influenza, causador da gripe, não tem parentesco ou semelhança genética com o SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19.

Entretanto, neste momento de pandemia, a vacinação contra a gripe é importantíssima para evitar uma sobrecarga maior no sistema de saúde e reduzir a possibilidade de confusão de diagnóstico.

Não são. Estas substâncias, divulgadas como método de prevenção ou tratamento precoce da Covid-19, foram amplamente testadas e consideradas ineficazes. O uso indiscriminado, além de inútil, pode acarretar danos ao organismo.

Não. É certo que as vacinas de vírus inteiros, da mesma forma que diversos medicamentos, precisam ser cultivadas em células que têm rápida capacidade de multiplicação, como as embrionárias. Mas essas células podem ser de animais (ovos de galinha), vegetais ou humanas. As humanas são replicações em laboratório de células que foram obtidas décadas atrás.

É importante destacar dois pontos:

  • Para obtenção das células humanas para pesquisas científicas não foi provocado aborto para fornecer o material para pesquisa científica. Reconhecendo isso, o próprio Vaticano se manifestou favorável à vacina da Covid-19 e disse que o uso dessas células “não constitui em si uma legitimação, mesmo indireta, da prática do aborto”.
  • As vacinas passam por processos que eliminam possíveis vestígios das células embrionárias.

Os ingredientes de todas as vacinas Covid-19 em teste estão publicamente disponíveis em base de dados online e reunidos no site da Organização Mundial da Saúde (OMS). Componentes distintos dos informados podem ser identificados com facilidade por meio de testes laboratoriais.

Esta teoria conspiratória surgiu a partir da deturpação da fala do empresário Bill Gates sobre uma tecnologia futura que permitiria auxiliar na identificação de quem já teve Covid-19 ou foi vacinado. Isso, no entanto, não tem nenhuma relação com a vacina ou com o 5G, que nada mais é do que a evolução do 4G que usamos hoje. Mesmo que quisessem, seria impossível usá-lo para controlar pessoas.

Não. As vacinas “genéticas”, como as de RNA mensageiro (mRNA), apenas “ensinam a receita” para nossas células produzirem a proteína S (de spike), responsável pela ligação do SARS-Cov2 com nossas células. A apresentação da proteína S estimula a atuação do sistema imune, que gerará os anticorpos contra ela e, assim, evitar a doença.

Não há nenhum risco de alterações no nosso DNA, modificações físicas, entre outros boatos que circularam por aí. Inclusive, é interessante destacar que em uma infecção natural, os vírus invadem as células e as destroem por completo. Se fosse possível modificar o nosso DNA com tanta facilidade, um simples resfriado faria isso. Não a vacina.

VacinAção pela Vida - Covid-19. Assista aos vídeos.