Recomendações gerais de vacinação e cuidados de proteção

Em março de 2022, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza as vacinas covid-19 para todas as pessoas a partir de 5 anos. Para menores de 18 anos, estão aprovadas as vacinas da Pfizer (a partir dos 5 anos) e a Coronavac (a partir dos 6 anos). A Coronavac não deve ser aplicada em crianças imunossuprimidas.

  • Use máscara sobre o nariz e a boca e não coloque as mãos na frente da máscara.
  • Fique a pelo menos um metro e meio de distância das outras pessoas.
  • Evite multidões e aglomerações.
  • Evite espaços mal ventilados.
  • Lave as mãos frequentemente, ou use álcool em gel a 70%.
  • Não saia de casa se estiver com algum sintoma respiratório e não visite ninguém que esteja com algum sintoma desse tipo.
  • Proteja os idosos e cuide para não levar infecções para suas casas. 

Apesar de a vacinação ter reduzido de forma drástica o número de casos e mortes por Covid-19 no Brasil e de sabermos que a taxa de transmissão a partir de pessoas vacinadas é mais baixa, as vacinas ainda não são capazes de prevenir totalmente a transmissão e a infecção.

É preciso manter a cautela, especialmente por vivermos em um cenário em que podem surgir novas variantes de preocupação (VOCs) capazes de escapar, ainda que parcialmente, da imunidade adquirida pelas vacinas e causar novas ondas da doença.

As medidas recomendadas são simples:

  • Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%
  • Usar máscaras corretamente
  • Manter o distanciamento social, não causar aglomerações e não frequentar locais cheios.

Como a duração da proteção natural gerada pela própria doença é desconhecida e por existir a possibilidade de reinfecção, ainda que pouco frequente, a vacinação é indicada, independentemente de histórico de Covid-19.

Para receber as vacinas covid-19, é necessário aguardar o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas. Pessoas assintomáticas e que tiveram resultado positivo no exame de RT-PCR também devem esperar quatro semanas para vacinar.

Para outras vacinas, basta a recuperação clínica, ausência de febre por pelo menos 24 horas e respeitar o fim do período de isolamento para pessoas com covid-19.

Para a administração das demais vacinas que não as vacinas covid-19, é recomendado aguardar a recuperação clínica, ausência de febre por pelo menos 24 horas e e respeitar o fim do período de isolamento para pessoas com covid-19.

Já para as vacinas covid-19, é necessário o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas. Pessoas assintomáticas e que tiveram resultado positivo no exame de RT-PCR também devem esperar quatro semanas para vacinar.

Não. Os dados de eficácia conhecidos e comprovados referem-se aos esquemas completos, principalmente no que diz respeito à proteção contra novas variantes. Além disso, é importante destacar que o Ministério da Saúde recomenda dose de reforço para todas as pessoas a partir de 18 anos de idade.

Para garantia da eficácia esperada e documentada nos estudos, as doses das vacinas devem ser aplicadas de acordo os intervalos estipulados para cada uma. No entanto, em caso de atraso, não é preciso recomeçar o esquema e basta completá-lo.

A dose deverá ser desconsiderada e outra aplicada no intervalo correto.

De maneira geral, os indivíduos devem preferencialmente completar o esquema com a mesma vacina, pois ainda não há estudos de eficácia/efetividade e segurança em larga escala de esquemas com vacinas de diferentes fabricantes e plataformas. No entanto, estudos menores publicados recentemente indicam que a intercambialidade entre as vacinas Pfizer e AstraZeneca levam a uma resposta imune vigorosa, com bom perfil de segurança.

A Organização Mundial da Saúde, diante dos dados, passou a orientar que vacinas diferentes sejam usadas em situações excepcionais, em que não seja possível administrar a segunda dose com o mesmo produto — falta do imunizante, contraindicações ou precauções em relação a eventos adversos, anafilaxia após primeira dose, entre outras.

O Ministério da Saúde, em consonância com as orientações internacionais, publicou Nota Técnica na qual recomenda que a intercambialidade seja adotada nas mesmas situações. Caso vacinas diferentes tenham sido usadas por engano, o profissional deve informar no “e-SUS Notifica” que houve erro de imunização e acompanhar possíveis eventos adversos e falha vacinal.

Veja detalhes sobre as recomendações nessa situação em https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/secovid-nt-n6-2021-intercambialidade.pdf.

Podem, exceto para aquelas que tiveram Covid-19 e utilizaram como parte do tratamento anticorpos monoclonais, imunoglobulina ou plasma convalescente específicos contra o Sars-CoV-2. Nesses casos, a orientação é aguardar, preferencialmente, 90 dias.

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