Vacinação de crianças contra a Covid-19

Até o momento, estão aprovadas duas vacinas no Brasil: a da Pfizer, para crianças de 5 a 11 anos, e a do Butantan/Sinovac (Coronavac), para crianças a partir de 6 anos. A Coronavac não deve ser aplicada em crianças imunossuprimidas.

Sim.

Diante de quadro sugestivo ou confirmado de covid-19, a vacinação contra a doença deve ser adiada até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou do resultado positivo de PCR-RT.

Não. É recomendada com a mesma dose para todas as idades, a partir de 6 anos.

Sim. A apresentação pediátrica da vacina da Pfizer tem embalagem com tampa laranja para diferenciação e minimização de erros de aplicação — para o público acima de 12 anos a tampa é roxa. Após a diluição, cada frasco contém 1,3 ml de suspensão injetável com 10 doses/frasco, em embalagens com 10 frascos.

O volume da dose infantil é equivalente a um terço (10 mcg em 0,2 ml) da formulação aprovada no Brasil para uso a partir de 12 anos, que tem 30 mcg em 0,3 ml. A vacina para adultos não pode ser utilizada para crianças, mesmo que diluída.

Para mais informações, acesse o bulário eletrônico da Anvisa e a Nota Técnica do Ministério da Saúde.

Veja também como a vacina funciona em https://sbim.org.br/covid-19, clicando no tópico “Vacinas disponíveis no Brasil”.

Os resultados preliminares de ensaios clínicos, com participação inicial de 2.268 crianças de 5 a 11 anos, mostraram que duas doses da formulação pediátrica reduziu o risco de Covid-19 sintomática em 90,9% por pelo menos dois meses. A resposta imune foi a mesma ou melhor do que a verificada nos vacinados de 16 a 25 anos que receberam duas doses da formulação com 30 mcg em 0,3 ml.

Não. A formulação pediátrica deve ser mantida na segunda dose.

É importante ressaltar que, em situações como essa, os responsáveis não devem aguardar a criança completar 12 anos para fazer a primeira dose com a formulação adulta. É necessário vacinar as crianças e adolescentes o mais rápido possível.

As mesmas contraindicações válidas para as outras faixas etárias:

  • Hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer dos excipientes da vacina.
  • Crianças que já apresentaram uma reação anafilática confirmada a uma dose anterior da vacina COVID-19 de mRNA.

Nos estudos analisados pela Anvisa para a aprovação da vacina no Brasil, durante os sete dias após a vacinação, cerca de 90% das crianças relataram reações locais, principalmente dor no local da injeção, e duas a cada três relataram reações sistêmicas, em especial fadiga e dor de cabeça.

A grande maioria dos episódios foi leve ou moderado e resolvido em 1 a 2 dias. As reações foram mais brandas do que aquelas relatadas por adultos jovens que receberam a formulação da tampa roxa. As reações sistémicas foram mais prováveis ​​de serem notificadas após a dose 2.

Não foram observados acontecimentos adversos graves relacionados com a vacinação no ensaio clínico.

Segundo o Centro de Controle de Prevenção e Doenças dos Estados Unidos (CDC), entre 3 e 19 de dezembro de 2021, após a aplicação de aproximadamente 8,7 milhões de doses da vacina Covid-19 da Pfizer19 em crianças de 5 a 11 anos, foram notificados no país 4.249 eventos adversos, dos quais:

  • 149 (97,6%) não eram graves. Entre eles dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção, febre, fadiga, dor de cabeça, calafrios, mialgia, artralgia e linfadenopatia.
  • 100 (2,4%) eram graves, como convulsão e miocardite. Todos evoluíram de forma benigna.
  • Entre os 15 casos suspeitos de miocardite relatados durante o período analisado, 11 foram confirmados. Destas 11 crianças, sete já estavam recuperadas e quatro se recuperavam no momento em que o relatório foi publicado.
  • Não houve mortes associadas à vacina.

No ensaio de fase 3 que avaliou segurança e eficácia e permitiu o licenciamento nos Estados Unidos, Brasil e em outros países, não houve nenhum caso de miocardite e pericardite entre as 1.444 crianças de 5 a 11 anos vacinadas.

Nos relatórios de vigilância americanos, entre 3 e 19 de dezembro de 2021, foram notificados 15 casos suspeitos de miocardite, sendo 11 confirmados. Das 11 crianças, sete já estavam recuperadas e quatro se recuperavam no momento em que o relatório foi publicado.

Casos de miocardite e pericardite têm sido relatados muito raramente em vários países após a vacinação com as vacinas de mRNA, entre elas a da Pfizer. Os episódios identificados até o momento ocorreram na maioria das vezes dentro de 14 dias após a vacinação — em especial na segunda dose —, e entre adolescentes do sexo masculino e homens jovens.

De qualquer forma, os profissionais de saúde devem estar atentos aos sinais e sintomas de miocardite e pericardite e orientar seus pacientes a procurar atendimento médico imediato caso sintam dor no peito, dispneia (falta de ar) ou palpitações.

VacinAção pela Vida - Covid-19. Assista aos vídeos.