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XXIII Jornada Nacional de Imunizações reúne online mais de 1.500 participantes

“VacinAção pela Vida”. Este é o tema da XXIII Jornada Nacional de Imunizações, maior evento do mundo sobre o tema, que começou nesta quinta-feira, 09 de setembro. Realizado online pelo segundo ano consecutivo, em função da pandemia, o encontro tem mais de 150 palestras com especialistas brasileiros e estrangeiros. As atividades são acompanhadas por cerca de 1.500 inscritos, incluindo jornalistas de mais de 20 veículos.

No discurso de abertura, o presidente da SBIm, Juarez Cunha, alertou para o cenário delicado das doenças imunopreveníveis no Brasil. Com as coberturas vacinais em queda desde 2016, o país enfrenta o risco de perder conquistas históricas do Programa Nacional de Imunizações (PNI), como a eliminação da rubéola, da síndrome da rubéola congênita, do tétano materno e neonatal e da pólio. O sarampo, que foi eliminado e recrudesceu, é a prova de que a possibilidade é real.

A vacinação contra a Covid-19, evidentemente, foi mencionada. Apesar das dificuldades por falta de doses e insumos, o PNI vem demonstrando capacidade de atender às demandas de um país de dimensões continentais e características geográficas singulares. “Conseguimos aplicar mais de dois milhões de doses de vacina por dia, sempre que dispomos dos recursos necessários para o cumprimento da missão”, constatou.

Cunha lembrou o uso político da vacinação e ressaltou que também cabe aos profissionais a defesa da causa. “Não podemos deixar que desmandos ofusquem uma história de sucesso. Renovar a crença em um futuro melhor e trabalhar por ele faz-se necessário e esse caminho sempre passará pelo conhecimento científico, pela valorização do saber, pela união de forças e pelo amor às imunizações”, exaltou.

Assim como as salas da Jornada, nomeadas “Esperança”, “Otimismo” e “Solidariedade”, Cunha deixou uma mensagem positiva: “Desafios existem para serem vencidos. Fomos, somos e seremos capazes de realizar grandes feitos, bem como destacar o potencial irrefutável das imunizações na promoção da saúde. Um estímulo que não devemos nem podemos perder de vista”.

Reconhecimento a quem merece

Presidente da Comissão de Cultura e Memória e ex-vice-presidente da SBIm, Guido Levi aproveitou para fazer um breve agradecimento à enfermagem. Ele lembrou a vitalidade trazida pelos profissionais à entidade, inicialmente formada predominantemente por médicos, e ressaltou o trabalho desenvolvido durante a pandemia.

“Nos últimos 18 meses, houve uma explosão de admiração pelo desempenho da enfermagem — seja nas Unidades Básicas da Saúde (UBS), com o admirável trabalho na imunização de dezenas de milhões de brasileiros, ou na beira dos leitos, em enfermarias e UTIs. O espírito de sacrifício, a competência e o amor aos pacientes — aliando técnica à palavra de conforto e esperança — fizeram da enfermagem brasileira peça central no combate à COVID-19. A SBIm não poderia deixar de manifestar seu orgulho por ter entre os seus quadros tantos membros dessa pujante profissão”, declarou.