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Divulgação de fake news em redes sociais de médicos preocupa SBIm

Publicada em: 18/11/2025
Atualizada em: 18/11/2025

18/11/2025

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) acompanha com extrema atenção as denúncias feitas pelo Estadão na reportagem “Médicos antivacina usam redes para faturar com ‘síndrome pós-spike’ sem comprovação científica”, assinada pelos jornalistas Bernardo Costa, Giovana Frioli e Maria Eduarda Nascimento. O material expõe indícios de que profissionais da saúde estariam utilizando redes sociais para divulgar informações falsas sobre prejuízos à saúde supostamente causados pelas vacinas covid-19 de mRNA, com o objetivo de vender tratamentos sem comprovação científica, consultas e cursos.

Como destacado na matéria “O que a ciência sabe até agora sobre o efeito da proteína spike no corpo”, dos mesmos autores, as alegações apresentadas pelos disseminadores de fake news já foram amplamente desmentidas pela ciência. Não há qualquer evidência de que a proteína spike do SARS-CoV-2 produzida pelo organismo após a administração das vacinas covid-19 de mRNA cause prejuízo à saúde. A proteína é transitória, degradada rapidamente, e sua função é apenas ensinar o sistema imunológico a se defender do vírus. As vacinas de mRNA não alteram o DNA, não permanecem no organismo e têm seu perfil de segurança confirmado por estudos robustos, avaliações de agências regulatórias e monitoramento contínuo após bilhões de doses aplicadas em todo o mundo.

A desinformação em saúde tem consequências concretas e severas. Pesquisas mostram que 70% dos brasileiros já acreditaram em ao menos uma fake news sobre vacinação, e o Brasil concentra 40% de todo o conteúdo antivacinas que circula na América Latina. Esse cenário contribuiu para a queda das coberturas vacinais entre 2016 e 2021, para o retorno de doenças já controladas e para a perda do certificado de eliminação do sarampo. Não se trata de um problema abstrato: a não vacinação resulta em adoecimento, sequelas e mortes evitáveis.

A SBIm reforça seu compromisso permanente com o combate à desinformação, com a defesa da vacinação ao longo da vida e com a promoção de informação qualificada, baseada em evidências. Reitera também a importância da imprensa profissional como aliada indispensável na proteção da saúde pública.

Por fim, convocamos autoridades sanitárias, conselhos profissionais, instituições científicas, lideranças comunitárias e toda a sociedade a manter o compromisso coletivo com a ciência, com a verdade e com a proteção da vida. A saúde pública não pode ser colocada em risco por ações que comprometem a segurança da população.

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